a gente tenta dizer que cumprimenta os vizinhos mas é mentira.
a janela dela se acende, logo que a minha apaga, com um cheiro de fixador de maquiagem a luz dela invade meu quarto escuro que desesperado, espera que eu durma.
desce as escadas de salto, e com o salto caminha pela cozinha, ligando o liquidificador pela bebida que eu só posso imaginar. liga o rádio e ouve the cure. acho que deve ter marcado a adolescência dela, que agora tem seus 29 anos.
pra se juntar ao barulho, canta oque eu ouço abafado, dentro do banheiro ela se maqueia pra ser assim, do jeito que eu imagino que seja, brilhante.
cumprimenta o cão, pede que vá dormir. acena para o papagaio e olha pra cima em direção a minha janela. acho que no fundo ela sabe que sempre me acorda as quintas-feiras quando decide sair para a balada.
sobe. troca de sapato ou de roupa mais umas duas vezes e apaga a luz. de uma vez por todas.
ouço o portão se abrindo, o carro saindo.
e durmo.
não a conheço. mas as nossas paredes são amigas.
sábado, 30 de agosto de 2008
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Um comentário:
se eu não te visse e soubesse como está, diria que essa foto é do novo coringa hahahaha! bjs, d.
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